Vidas Em Jogo (The Game)

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Ao pensarmos na obra de David Fincher, dificilmente Vidas em Jogo é o primeiro nome que vem a cabeça. Problema comum para filmes de grandes diretores, este é um filme bom que foi ofuscado por filmes melhores, como Seven ou Garota Exemplar. Sobre esses, no entanto, muito já se escreveu.

Nicholas Von Orton é um banqueiro de investimentos bem-sucedido, mas solitário. Divorciado, sem filhos e com um relacionamento conflituoso com o irmão, Nicholas ainda precisa enfrentar os fantasmas do suicídio de seu pai. Em seu aniversário de quarenta e oito anos, mesma idade em que o pai morreu, o banqueiro recebe um presente inesperado: o direito de participar de um jogo elusivo, gerenciado por uma corporação igualmente misteriosa, Consumer Recreation Services (CRS). Inicialmente cético, Nicholas acaba procurando a companhia, sem saber que assim dava início a uma cadeia de eventos que mudaria sua vida.

Apesar da excelente cinematografia, Vidas em Jogo polariza opiniões, o que se deve, sobretudo, a cena final, considerada exagerada e inverossímil por alguns, original e inesperada por outros. De qualquer maneira, o filme apresenta muitas das qualidades presentes em outras grandes obras do diretor: uma narrativa intrincada e cheia de twists, que se mantém relevante pelo aumento gradual de tensão e que, neste caso, culmina em um final inacreditável. Para aqueles que gostam de refletir além da proposta básica da obra, é interessante notar a metalinguagem presente no retrato das atividades da CRS, onde tudo é cenário e todos são atores, exatamente como em um filme.

Por Henrique Fanini Leite

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