Tua Voz

 

Tua voz vem de longe… e cansada… e sumida…

Foi a brisa que a trouxe? Ou talvez o luar?

Ela chega cantando e soluça sentida,

Ela esboça um sorriso e eu a sinto chorar!

 

Tua voz vem cansada… É cansaço da vida…

Pobre voz que desmaia e mal pode falar!

Que ansiosa pergunta esta boca ferida

Vem tentando fazer-me aos ouvido chegar?

 

Tua voz vem sumida… Um sussurro inaudível,

Que está sempre dizendo uma coisa impossível,

Sem que alguém compreenda o que tentas dizer.

 

Tua voz vem de longe… e cansada… e sumida…

E à pergunta ansiosa, eis-me tão comovida,

Que encontrei a resposta… e não sei responder…

Por Janske Schlenker

2 Comentários

  1. Sérgio Souza fala: Responder

    Ô Janske Schlenker, você é d+! Entusiasmei-me com o que já havia lido de vc, e este soneto tb mostra a sua habilidade e o quanto sensível vc é. Parabéns!

  2. Reparem no ritmo do poema. Toda terceira, sexta, nona e décima segunda sílaba poética é tônica. Em todos os versos.

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