Os Invasores de Corpos (1978)

Remakes dificilmente são capazes de atingir o sucesso dos filmes que os inspiram. Nisso, contribuem a falta de originalidade do enredo e a inexorável fixação humana com “ser o primeiro”. Em que pese essa ressalva, Os Invasores de Corpos já está no seu quarto remake, e alguns críticos defendem que o primeiro, de 1978, é um dos melhores já feitos.

Elizabeth Driscoll, funcionária do departamento de saúde de São Francisco, traz para casa uma flor que encontrou na rua. No dia seguinte, Geoffrey, namorado de Elizabeth, começa a agir de forma estranha. Convencida de que algo aconteceu, ela procura Matthew, um colega de trabalho, a quem relata ter visto Geoffrey se encontrando com desconhecidos, todos aparentemente estoicos. Embora acredite em Elizabeth, Matthew demora a compreender a situação. Quando o faz, já pode ser tarde demais.

Os Invasores de Corpos é um filme de terror clássico, cujo alicerce é uma história bem trabalhada, combinada com uma trilha sonora excepcional. Sobre esta última, foi a única trilha de filme composta pelo músico de jazz Denny Zeitlin. Sua característica mais marcante é utilizar elementos clássicos juntamente com sintetizadores e efeitos eletrônicos, criando uma atmosfera tensa mesmo em cenas aparentemente banais. As semelhanças entre os efeitos compostos por Zeitlin e as trilhas de filmes de suspense e ficção científica de hoje são notáveis. Os efeitos especiais são evidentemente datados, criando hoje um aspecto trash não intencional, o que pode dar um ar cômico para certas cenas. Apesar disso, Os Invasores de Corpos permanece um filme agonizante, em que é difícil decidir quem são os vilões –  e em que torcemos para o mocinho até o instante derradeiro.

Por Henrique Fanini Leite

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