O Sexto Sentido

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Se você ainda não sabe como esse filme acaba, pare tudo: assista antes que alguém te conte. Tendo arrecadado mais de seiscentos milhões de dólares de bilheteria, O sexto Sentido é um clássico de Holywood, já inserido no cada vez mais auto-referente universo da cultura popular contemporânea. A célebre confissão de Cole, “Eu vejo gente morta,” talvez só não tenha sido mais parodiada que a icônica revelação de Darth Vader (preciso citar?).

A primeira obra de impacto do prolífico M. Night Shymalan começa com um atentado. Na noite em que Malcolm comemora com sua esposa o recebimento de uma homenagem da prefeitura, a casa é invadida por um antigo paciente. O invasor acusa o médico de não ter sido capaz de ajudá-lo e atira, cometendo suicídio em seguida. No próximo outono (como informa a legenda), Malcolm observa um novo paciente. É um garoto franzino com óculos maiores que o rosto, sem lentes. O menino caminha até uma igreja, onde é abordado pelo psicólogo. Logo neste primeiro encontro, percebe-se que Cole não é um garoto comum. Seus soldados falam latim – ou melhor, apenas um dos soldados -, e ele próprio demonstra níveis igualmente impressionantes de inteligência, cinismo e desconfiança. Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, percebemos que não é apenas o garoto que busca uma cura.

Uma das características mais desejadas em um filme com plot twist é a capacidade de ser interessante mesmo quando já se sabe o final. Em O Sexto Sentido, a reviravolta no enredo é apenas mais um dos elementos formidáveis que compõem a obra, destacando-se também a atuação de Haley Joel Osment e o relacionamento entre Malcolm e sua esposa, que justapõe uma abordagem sentimentalista ao tema do filme: a necessidade de comunicação.

Por Henrique Fanini Leite

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