Memento

memento

Memento é um tipo de souvenir, um objeto cuja função é despertar a memória de algum evento significativo, lugar ou pessoa. Praticamente qualquer coisa pode ser um memento – uma joia, um cartão postal, uma fotografia, ou, no caso de Leonard Shelby, sua própria pele.

Shelby sofre de perda de memória de curto prazo, um distúrbio que o impede de formar novas memórias, apesar de ser capaz de lembrar de tudo o que aconteceu antes de adquirir esta condição. Infelizmente, o evento que lhe causou este distúrbio foi uma forte pancada na cabeça, desferida pela pessoa que momentos antes estuprara e assassinara sua esposa. Assim, todos os dias, para o resto de sua vida, Leonard acordará sentindo como se sua esposa tivesse sido assassinada no dia anterior. Não é surpresa que ele esteja atrás do assassino, mas como fazê-lo sem memória?

Todos os fatos importantes da vida de Leonard estão tatuados em seu corpo. Isso inclui o que aconteceu com sua esposa e todos os fatos conhecidos sobre o assassino, incluindo sua cor de pele e a placa de seu carro. Ele também tira fotos de tudo, deixando pequenos recados escritos no verso. O que faz o sistema realmente funcionar, no entanto, é que Leonard confia em si próprio e em mais ninguém. Se, como ocorre em uma das primeiras cenas, está escrito “mate-o” no verso da foto de alguém, assim ele o fará, independente do que aquela pessoa diga.

Numa tentativa de mimetizar a forma como o personagem percebe a realidade, Cristopher Nolan conta a história de trás para frente, começando com o Leonard perpetrando sua vingança. Uma segunda linha narrativa, em preto e branco, alterna com a principal, distribuindo em ordem quase aleatória as informações que compõem a trama. Conforme avança a narrativa, nos vemos elencando possíveis começos para a história, nenhum dos quais sequer se aproxima do verdadeiro início/desfecho.

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