Como foi a primeira seleção de textos da Revista EMA º0

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Da esquerda para direita: Henrique Fanini, Guylherme Custódio, Natasha Tinet, Nanna Ajzental.

Era pra ter bolo de cenoura quentinho, mas só rolou café. Foi um domingo meio nublado, desses que não dá vontade de nada. Mesmo assim, aspirei o tapete da sala e coloquei a impressora à postos. Às quatro da tarde tínhamos um compromisso importante: escolher os textos que seriam publicados na edição zero da Revista EMA. Naquele tempo, fevereiro de 2016, a revista era só um rascunho da nossa imaginação.

Nanna chegou trazendo chocolates, servi café ao Guylherme e imprimimos nossos textos enquanto falávamos mal do Marcos (sempre destinamos alguns minutos para falar mal de quem não veio à reunião). Já sabíamos que ele não viria, um áudio ébrio enviado às cinco da manhã explicava o motivo. Somente quando Henrique chegou a reunião começou de fato. Seu tom de voz pragmático e a mão canhota sobre o caderno de ata fez todo mundo se ajeitar no sofá para debater os textos, incluindo as crônicas enviadas pelo autor convidado Cid Brasil. Experimentamos nossos textos lidos pela voz do outro, indicamos mudanças, erros e sugestões. Ninotchka, a gatinha cinza no sofá, passeava por nossas pernas e em algum momento lançou a crítica mais mordaz do dia: vomitou com vontade no tapete.

Estamos habituados com as críticas dos coleguinhas, afinal nos conhecemos assim, numa oficina de ficção e crítica literária. Primeiro veio a escrita e só depois, entre um café e outro no Arte e Letra ou no sofá aqui de casa, conhecemos a vida, os desejos e planos de cada um. Comemoramos cada besteirinha realizada com êxito pelo nosso grupo. A EMA ainda está saindo da casca, enfrentando os problemas de ter de andar com as próprias pernas.

Nossa próxima reunião para seleção dos textos será em dezembro. Já estamos recebendo e avaliando individualmente os contos e poesias, selecionando os textos que serão debatidos na reunião da edição nº1. Até lá teremos a previsão da publicação online.

Quebre a casca, publique na EMA.

por Natasha Tinet

 

 

 

 

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