Como Dormem os Filhos do Homem

Comprado

me comprazo

na subserviência silente

de meus algozes,

de cara tão inocentes – aí desses vencedores oniscientes!

 

Cospem-lhe a boca, escarram-lhe  a mente

– turbilhão de amenidades tantas a anestesiar,

não sem sentido,

a castração criativa

a laqueadura da poesia

a morte da evidência (já não importa, idiota!).

 

deixe-nos aqui, deixe-nos confortáveis

acalentados

aquecidos

pela urina de mitos tantos

a embalar um sono

do qual ninguém

nem tu

será acordado.

Por Rafael Weiss Brandt

1 Comentário

  1. Sérgio Souza fala: Responder

    Impressionou-me.

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