Coherence

coherence

O primeiro longa-metragem de James Ward Byrkit é uma tomada moderna sobre a antiga superstição de que cometas seriam presságio de tempos caóticos. Em Coherence, os efeitos do corpo celeste não são propriamente sobrenaturais, embora igualmente intrigantes.

A trama se resume a um jantar entre seis amigos durante a passagem do cometa. Contar mais que isso seria privar os leitores da componente essencial deste filme: a dúvida a respeito da natureza dos acontecimentos na casa (e fora dela). Assim como os personagens descobrem lentamente a realidade em que se inserem, também o espectador é incapaz de descartar a possibilidade de uma brincadeira, ao mesmo tempo em que cogita cenários muito mais complexos. Boa parte da ação ocorre longe do plano narrativo, sendo posteriormente relatada pelos que regressam, algo explorado com maestria ao longo do filme. Conforme os eventos se passam, as próprias identidades dos personagens tornam-se duvidosas, mas não no sentido usual. Novamente, falar mais seria revelar pontos cruciais da história.

Com controle excepcional da atmosfera das cenas, Byrkit usa apenas trilha sonora e diálogo para criar tensão, que se mantém durante toda a narrativa. O filme certamente suscita mais perguntas do que as respostas que oferece, mas de forma alguma é frustrante. Pelo contrário, tão logo aparecem os créditos finais, começam as discussões a respeito daquilo que acabou de acontecer.

Por Henrique Fanini Leite

1 Comentário

  1. […] Phil Hay, em conjunto com Matt Manfredi, The Invitation traz à memória filmes como Corra! e Coherence. Assim como nos dois, The Invitation é movido sobretudo pelos diálogos e a trilha sonora. O […]

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