Chinatown

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Nas primeiras décadas do século XX, durante as Guerras Pela Água, na Califórnia, uma mulher que se apresenta como Evelyn Mulwray pede ao detetive particular Jake Gittes para investigar uma suspeita de adultério por parte de seu marido, Hollis Mulwray, engenheiro chefe do departamento de águas e energia da cidade de Los Angeles. Quando o engenheiro é descoberto morto num reservatório de água e a verdadeira esposa de Mulwray bate em sua porta ameaçando um processo, Gittes começa a desvendar uma conspiração envolvendo as mais altas esferas de poder.

Considerado um clássico do neo-noir, Chinatown foi o último filme dirigido por Roman Polanski nos Estados Unidos, antes da infame condenação por estupro que o levou a fugir do país. É famoso pelo roteiro intricado de Robert Towne, cuja trama permanece indecifrável até a cena final. Há quem diga que os melhores roteiros não fazem os melhores filmes – talvez por deixarem pouco espaço para a criatividade do diretor – mas, neste caso, a parcimônia de Polanski é uma grande virtude. As cenas são construídas com disciplina, de forma a criar uma atmosfera de ambiguidade que mantém o espectador às cegas, incapaz inclusive de escolher favoritos ou elencar prováveis desfechos. Cada um dos acontecimentos chave tem forte impacto, em parte também devido a trilha sonora, que muitas vezes indica o tom da cena antes que se passem os eventos. Jack Nicholson, no papel principal, é outro ponto alto, com uma performance bastante convincente de um personagem ao mesmo tempo violento e comprometido com o bem.

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