Akira

Akira

A grande maioria das sociedades distópicas, seja no cinema ou na literatura, tende a seguir a linha definida em “1984”, de George Orwell. Nesse tipo de sociedade, os governos são extremamente autoritários, usando tecnologia para controlar todos os aspectos da vida privada de seus cidadãos. Em Akira, no entanto, somos apresentados a uma sociedade pós-apocalíptica imersa em caos. O governo de fato é autoritário, mas demasiadamente corrupto e ineficiente para evitar que gangues de motocicleta e facções rebeldes usem a cidade de Neo-Tokyo como campo de batalha para suas disputas. Em meio a esse cenário, acompanhamos os delinquentes Tetsuo Shima e Shotaro Kaneda, membros da gangue “cápsulas”. Uma noite, durante uma perseguição, Tetsuo se acidenta tentando evitar uma colisão com uma criatura parecida com uma criança, mas com poderes supernaturais. Após o encontro, Tetsuo começa ele também a desenvolver poderes. No entanto, conforme suas habilidades se desenvolvem, sua mente se deteriora, e logo Tetsuo se lança em uma busca desvairada por Akira, entidade lendária mantida em estado criogênico na antiga vila olímpica de Neo-Tokyo.

Considerado uma obra prima da animação, os intricados cenários de Akira são todos desenhados à mão. Em meio a explosões gigantescas, perseguições em alta velocidade e monstros de todo o tipo, percebe-se uma atenção ao detalhe característica da animação japonesa. Com leve viés filosófico, a obra aborda temas como a natureza corruptora do poder, amizade e determinismo.

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